OBSERVATÓRIO VULCANOLÓGICO E GEOTÉRMICO

DOS AÇORES

 

 

INFOPRESS  DO   OVGA

OBSERVATÓRIO  VULCANOLÓGICO E  GEOTÉRMICO  DOS  AÇORES

Terminaram  os  trabalhos  de  campo  da  nova  carta  geológica  do  vulcão  dos  Capelinhos, situado  na  extremidade  poente  da  ilha  do  Faial, nos Açores  e  que  no  próximo  mês de  Setembro  comemora  50  anos de  “nascimento”.

As operações  foram dinamizadas  pela  OVGA-Observatório  Vulcanológico  dos  Açores, envolveram  os  vulcanólogos  Victor  Hugo Forjaz  e  Zilda Melo França, da Universidade  dos Açores, do  geodésico  Ricardo Lemos e de  uma  equipa  de  retaguarda perita em  cartografia.

A  carta  será  publicada  no  grande  livro de  prestígio a  lançar  no  dia  27 de  Setembro - o  dia  dos  50  anos – pela  Secretaria  do Ambiente e do  Mar, no  próprio cenário  dos Capelinhos .

Ainda  considerado  como  um  dos  mais  paradigmáticos  vulcões  submarinos do  mundo, visitado  por  milhares de  pessoas  que o  observam a  alguma  centenas de  metros, Capelinhos  foi  fotografado e   amostrado  desde o  seu   violento  nascer, na  madrugada de 27 de Setembro de 1957, o  ano  do  Sputnik  russo.

Urbano  Carrasco, jornalista  do  Diário  Popular  fincou uma  bandeira  portuguesa  nas  vertentes  fumegantes  de  tão  inquietante  vulcão  após  um  aventuroso  desembarque  com  jovens  faialenses. A revista  ParisMatch  e  muitas  outras de  renome  tal  como a  Geographic   Magazine,  enviaram  grandes  nomes  jornalísticos  ao  Faial.

Capelinhos  durou  13  meses  -  uma  prolongada “vida”  para  um  vulcão  açoriano, confirma  Victor Forjaz, um  dos  autores do  novo  mapa  - e  é  um  exemplo  para se  perceber  o  crescimento  das  ilhas  açorianas.

Ao  fim de  50  anos, de  acordo  com  este  recente  e moderno  levantamento, recorrendo-se  a  técnicas de  GPS,  as  maresias,  as  chuvadas e  o  vento  destruíram  cerca de 2  terços dos 2,4 km2  de  “mistério”, ou  seja de  terra  nova  vinda  das  profundezas da  crusta  terrestre. As visitas incontroladas de milhares de  pessoas  também  contribuiram  para  esse  desaparecimento . Por  esse  motivo, além  dum  novo  museu  junto  ao  farol, o  Governo  açoriano  vai  disciplinar  as  visitas.

Os 13  meses de  actividade  vulcânica de  Capelinhos  reduziram a  população  do  Faial  a  metade, cerca de  12  mil, após o Senador  Kennedy  (posteriormente  presidente   da   nação) ter  conseguido  abrir  uma  trancha  especial  de  emigração  para  os  EUA. Agora  serão  filhos e  netos desses  emigrantes  que  virão  ao Faialconhecer  as  raízes  das  suas  famílias .

fim  da  infopress. solicita-se a  divulgação

contacto: 96 24 14  877 

Ponta Delgada, 06/Agosto/2007

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