GENTE ILUSTRE DA NOSSA TERRA
NUNES DA
ROSA
(1871 – 1946)

Filho
de Francisco Nunes da Rosa e de Ana Margarida Nunes, naturais da Madalena, Ilha
do Pico - Açores, o Padre Nunes da Rosa nasceu
Frequentou o Liceu da Horta e o Seminário de Angra do Heroísmo, tendo-se
ordenado em 1893.
Paroquiou, inicialmente, na freguesia do Mosteiro da ilha das Flores onde
escreveu “Pastorais do Mosteiro” que O Telégrafo editou em 1904.
Jornalista de mérito, contista de projecção nacional, Nunes da Rosa foi figura
de destaque, homem de saber e de eloquência que brilhou em diversos sectores
sociais. Tem dispersos inúmeros trabalhos em jornais e revistas a que deu
valiosa colaboração ou dos quais foi fundador e orientador ou até mesmo
director, como “A Voz”, “O Picaroto”, “A Ordem” e “Sinos d’Aldeia”, estes
últimos editados e compostos em tipografia própria que instalou na freguesia de
Bandeiras, Pico.
Durante cinquenta anos (de Agosto de
As
câmaras municipais do Triângulo, com excepção das Lajes do Pico, editaram
posteriormente (1988) contos e outros textos literários de Nunes da Rosa, que se
encontravam dispersos em jornais da Horta, num volume organizado pelo Dr. Carlos
Lobão.
O
seu estilo literário, escorreito e cuidado, fizeram dele um dos mais apreciados
contistas da época e alguns dos seus textos foram incluídos nas selectas
literárias para estudo da língua portuguesa nos liceus.
Foi ouvidor da Madalena e integrou , por muitos anos, o corpo administrativo do
concelho. Reconhecido orador sacro, brilhou em todos os sectores culturais que
vigoraram na sociedade do seu tempo. D. Manuel II nomeou-o, com toda a
distinção, Capelão Fidalgo da sua Real Casa, em Agosto de 1908.
De
Nunes da Rosa existem, ainda dispersos, inúmeros textos de extraordinário valor
literário, nomeadamente contos e crónicas. O seu trabalho de maior fôlego seria
o romance intitulado “Casas Brancas” que o escritor levou consigo para Lisboa a
fim de entregá-lo a uma editora da capital quando, já numa fase terminal da sua
vida, procurava cura para a doença que o havia de vitimar. Desse valioso escrito
foram publicados alguns extractos no jornal “A Ordem” mas o seu original nunca
mais seria encontrado.
Nota - Esste trabalho de investigação é da autoria de ALBINO TERRA GARCIA, Bandeiras - Pico, nosso estimado colaborador.